Archive for Setembro 2008
E ainda mais um…
“Existence.
Well, what does it matter?
I exist on the best terms I can.
The past is now part of my future, The present is well out of hand.”
Já não sei mais se escreverei mais tarde. No momento, “só sei que nada sei”. Como aconteceu com os linfonodos, já se passaram muitas experiências ruins e só agora eu estou chegando a uma conclusão. Desta vez: esquecer de tomar o Lexapro por alguns dias me deixa zonza, é quase impossível me concentrar; além disso, eu volto a correr pela casa, o que me deixa um tanto mais tonta. Finais de semana.
Assisti a Maria Antonieta e a Control desde o último post e sou apaixonada pelos dois filmes. Será realmente difícil falar de qualquer um deles sem ater-me ao tema. O melhor de ambas cinebiografias é o fato de seus diretores terem visto nos biografados não só grandes personalidades, mas a possibilidade de tratar de assuntos difíceis de serem explicados em palavras.
Talvez eu me sinta mais confortável com o filme de Sofia Coppola por ela ter outros trabalhos, e por eu conhecê-los e amá-los. Sou fascinada pelo fato de Maria Antonieta ser uma cinebiografia cuja diretora está mais preocupada em deixar o amante de sua protagonista parecido com Adam Ant que com a busca pela verdade. Se Maria Antonieta disse ou não “Que comam brioches!” pouco importa a Sofia Coppola. A Maria Antonieta dela é a que ela idealizou depois de ler o livro de Antonia Fraser e, a partir daí, a personagem se tornou toda de Sofia.
Alguns críticos brasileiros falaram muito mal. Algo próximo ao que diziam de Ensaio sobre a cegueira, de Saramago, sobre ser impossível a transposição para imagens. No caso de Ian Curtis, o motivo era o líder do Joy Division ser “sinônimo de crise existencial”. Eu… bem, eu amo Control, mas começo desde já a não me prender a coisas estúpidas como a minha opinião. No que diz respeito a esse trabalho, a cinebiografia de Anton Corbijn é demasiadamente atraente pela tentativa dessa transposição: pelo silêncio e pela presença da música de Ian, que, junto com as belas imagens de Corbijn, são a principal forma de comunicação do filme.
Sabem o que isso quer dizer? Ainda não sei qual eu quero.

Ele dá alma a Ian Curtis e, às vezes, me lembra Pete Doherty. Há momentos na minha vida nos quais Sam Riley ocupa quase sozinho os meus pensamentos… Na maioria das vezes eu também estou lá.
Arte, estética e comunicação

Mais um post da série “escrevo mais tarde”.
Tenho um trabalho de, adivinhem, Arte, estética e comunicação, cujo tema é o trânsito das tendências estéticas na cultura contemporânea. Devo escolher duas obras que estejam obviamente ligadas e compará-las usando os conceitos que aprendi ou não durante as aulas. Eis a dúvida cruel: quais obras vou utilizar no trabalho?
OPÇÃO 1 – o livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert e sua adaptação para o cinema de Claude Chabrol
OPÇÃO 2 – Madame Bovary, de Gustave Flaubert e a adaptação de Jean Renoir
OPÇÃO 3 – o filme Asas do Desejo, de Wim Wenders e Cidade dos Anjos, seu remake hollywoodiano
OPÇÃO 4 – o livro Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf e o filme As Horas
OPÇÃO 5 – a biografia Maria Antonieta, de Antonia Fraser e o filme Maria Antonieta, é claro, da Sofia
OPÇÃO 6 – a cinebiografia Control e a música do Joy Division, acho que a coletânea Substance (estou perdida nessa opção, mas já que poderia escolher músicas pensei seriamente nela)
Alguém ajuda?

Russian Newborn
Ana, você sabe que eu a amo ainda mais por essa camiseta, né?
Interessados, Threadless T-Shirts, a superdica (é super, Aninha!) da Ana!
Que orgulho!

“Is it possible to live in reality what one lives in one’s mind? This book can only wonder… The story of two minds trying to change the world through music,the birth of a new era for British music and the friendship of two complementary souls fighting for the Plan A. I loved the music, but now I really understand what it says. I don’t want death on the stairs… To me, their music is the Albion ship through which I’ll sail… And the waves they made will echo ’till eternity.”
A lira no Shelfari
Grande achado na internet…
Né? Para quem também amou, Banca de Camisetas!


