Archive for Dezembro 2008
Post Telecine I – Garçonete

Jenna é uma excelente fazedora de tortas de uma cidade onde não acontece nada. Todos os dias são iguais: Ela faz tortas e trabalha como garçonete para um chefe desagradável, serve um velho rabugento e, ao fim do expediente, espera descabelada e tristonha por um marido possessivo e violento a quem ela não ama mais.
As coisas mudam quando Jenna descobre que está grávida. Mudam para a personagem do filme de Adrinne Shelly, e para nós, que estávamos a caminho de um filme bobo e otimista ao qual já vimos antes, com personagens solidários de fala mansa cheios de lição de vida para dar. Ao invés disso, Keri Russel se torna a melhor coisa do filme, dando vida a uma personagem que, não podendo fugir dos obstáculos diante de si, encara-os com emoções que, se não são admiráveis no ser humano, não há como negar que sejam verdadeiras. Para Jenna, seu filho indesejado não é uma benção, mas um alien a quem ela chama de “Damn baby!”.
Um filme delicado, e Garçonete mostra que isso não é sinônimo de pieguice nem de ilusões.
No Telecine Premium, dia 11 de janeiro, à meia-noite e dia 12, às 15h50.
Macanudo, supimpa… Faltam-me adjetivos!
Quem é que não se divertiu com a exposição “Sobrevivência”, do artista plástico Eduardo Srur, que colocou coletes salva-vidas em monumentos paulistanos?
Adoro! Pronto, Liniers virou categoria no blog!
Do blog do Liniers.
Há um blog melhor, mas a autora não gosta de divulgação ou o post sobre umas tirinhas apaixonantes
Já ouviram falar de Liniers? Graças ao blog secreto da Ana, eu ouvi.

Humor de primeira acompanhado por desenho primoroso, realmente encantador.

Gostou? Leia uma tirinha por dia no AutoLiniers. (É mole? Até seus links eu copiei.)
Coisas que eu queria me dar neste final de ano.
É tradição dos paulistanos irem ao Shopping Iguatemi nesta época do ano ver a decoração de Natal. A parte central é um pouco decepcionante para quem, como eu, gosta de entrar na decoração. Só o que se pode fazer é olhar de cima uma decoração que está aquém daquela com a qual estamos acostumados. Mais vale ver as luzes da fachada do Higienópolis.
De prender os sentidos, no entanto, foram umas várias peças da Cantão, e, em especial (até sonho com ele) um par de sapatos da marca espanhola Camper. Trazida ao Brasil em 2006, a Camper é conhecida por fazer sapatos diferenciados, fora das tendências e, principalmente, pelos seus sapatos Twins, que têm uma estampa diferente para cada pé. Por esnobá-los de tal maneira, a marca acabou querida por fashionistas e celebridades como Jennifer Aniston. Sorte da Camper! É preciso mesmo ser uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood ou quase isso para comprar um dos belos sapatos, pelo menos aqui no Brasil! Abaixo, a menina dos meus olhos:

When all else fails, there’s always music II
“Olá!
Eu ouvi essa música hoje e gostei bastante:
‘Everyone gets to make one big mistake
And if you’re waitin’ on me
Well, I guess you’re gonna have to wait
‘Cause I’m savin’ mine up for a very, very special day
When I can fuck it all up in the most spectacular way’
Aí, fui ver o clipe e também gostei. Resolvi mandar p’ra você.
Espero que goste
Fique bem
Beijo”
Obrigada!
)
Big Mistake, de Tim Fite.
Caminhando por São Paulo…
Quase no último dia da exposição, finalmente fui ao Museu de Arte Brasileira da FAAP ver a Papiers à la Mode. Trajes inspirados em modelos históricos feitos com perfeição em tamanho real apenas com tinta e dois tipos de papel pela belga Isabelle de Borchgrave e pela canadense especializada em figurinos de ópera Rita Brown deixavam todos embasbacados pelos detalhes, pela beleza e pelo virtuosismo das duas artistas e da moda em si.

Há quem diga que uma roupa é simplesmente aquilo que cobre o nosso corpo, e que tem somente essa função. Muitos dizem que ela pode ser uma forma de se expressar, mas raramente a colocamos como objeto de contemplação – desejo consumista não é contemplaççao! – e, no entanto, na exposição Papiers à la Mode, lá estavam elas. É provavelmente por isso que a mostra tenha pecado em algumas coisas. Nada de fotos dos modelos originais ou quaiquer fatos históricos, apenas obras estonteantes a serem contempladas.
Ainda na FAAP, eu e a Tibby aproveitamos para ver o 40º Anual de Arte FAAP, com trabalhos dos alunos de Artes Plásticas da Universidade. Até o dia 1º de fevereiro.
Tem gente que pinta o que está atrás de janelas e cortinas. Tem gente que pinta as próprias.

Tiago Tebet, Cortina Verde, 2008
Você é o que você tem.

Flávia Junqueira, Série "Na companhia dos objetos", 2008
O meu favorito? Andando pela exposição, vi um lindo vaso de flores. Não eram apenas flores.

Jardineiro André Feliciano, Flores Fotográficas, 2008
When all else fails, there’s always music – Dia de Last.FM – Ladies
Dawn Landes - Adorei a música, e a voz e jeito de cantar dela, às vezes, como na música acima (Kissing Song), me lembrou Dolores O’Riordan. Só a mim?
Emily Jane White - Incrível a música dessa americana que, por enquanto, não tem mais que 5.250 amigos no MySpace. O número deve crescer bastante quando os fãs que abandonaram Cat Power quando ela começou a ser feliz a descobrirem. Emily Jane White ainda é triste. Músicas de melodias e letras melancólicas de fazer chorar.
“A beleza é passageira; a feiúra é para sempre.”
Eu estava lendo O Evangelho Segundo Jesus Cristo deitada na cama, quando me dei conta de que estava confortável, com o livro numa altura boa. Olhei para a minha irmã e falei: “Olha só! Nem estou grávida e já apóio as coisas na barriga!”. Ela deu uma olhadela para mim e respondeu: “Eu também! Chamo a minha (barriga) de FOM!”. Agora, somos duas. Achei espiriuoso e fofíssimo. A cara dessa minha provavelmente breve fase na qual acho que sair com as gordurinhas marcadas em blusas e camisetinhas tem sua beleza.
Saiu na “Revista”, da Folha de S. Paulo, uma matéria sobre como ser feio está na moda (total referência à Ugly Betty). Ainda me dói a frase de Serge Gainsbourg que dá nome a este post (e que foi citada na matéria). Kate Moss ainda é tudo nesta vida, mas estou tentando ser menos cruel comigo mesma. Se a nova lavagem cerebral vai por esse caminho, vamos aceitá-la de braços abertos. De cara no movimento com camiseta da Thais Losso!
