Archive for Janeiro 2009
O curioso caso de Duffy
Há qualquer coisa de Benjamin Button em sua música. Parece velha, mas é novinha, gente!
“CONHECE ARTISTAS BENJAMIN BUTTON? MANDE PARA NÓS! É SÓ ENVIAR UM COMENTÁRIO OU DISCAR 041 31 31 31 31!”
Sucesso absoluto em 1923!
Engraçada de mais, essa música, que ficou no topo das paradas durante 5 semanas em 1923, teve também sua relevância cultural. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo inglês proibiu a importação de uma das frutas mais gostosas de se comer num fondue, lá estava o nome da música de Frank Silver e Irving Cohn nas placas de quitandinhas: “Yes! We Have No Bananas.”
Versões legais:
A trilha da “guerra da banana”?
A fada madrinha Lily Allen
Se dia 10 de fevereiro, quando será lançado It’s Not Me, It’s You, tudo der errado para Lily Allen e acharem que ela já deu tudo o que tinha que dar, a moça que fez todo mundo cantar “Smile” com ela pode continuar a nos fazer cantar e sorrir, trabalhando em benefício de outros artistas.
Embora o blog que mantém em sua página do myspace seja ferramenta para falar mal de famosos de várias áreas, indo desde jogadores de futebol e suas esposas até artistas como Amy Winehouse, quando se trata de iniciantes, a inglesa desbocada tem bom coração. Foi ela que em tempos, agora remotos, nos falou em seu blog sobre sua conterrânea Kate Nash, e a colocou no topo da lista de amigos. Não demorou muito para que Kate Nash, com poucas músicas que não contavam com muito mais que sua voz acompanhada de um piano, visse seu número de amigos crescer tresloucadamente e arranjasse contrato com uma gravadora.
Os apadrinhados da vez são uma banda inglesa chamada Thomas Tantrum. Mais uma vez, não é o crème de la crème da música. As letras são bobinhas e o som está longe de ser extraordinário, beirando o infantil e, verdade seja dita, eles não têm o fator cool que se deseja. Mas Thomas Tantrum é uma banda divertida, irresistivelmente lúdica. Bom, é para mim. Vejam bem, eles me ganharam na referência à Esqueceram de Mim 2 em Why the English Are Rubbish.
Como conquistar a Kate Moss
Com a palavra, Pete Doherty (do site da NME):
“Clobber, of course. That and sexual magnetism.”

Da série “O ANO DA BETE”.
P.S.: Pete, eu amo você!
A outra Edith

Além de Édith Piaf, a outra Edith, conhecida como Edie Sedgwick, também contribuiu muito para a música. Ela não escreveu nem cantou, mas inspirou um bocado.
Há uma porrada de músicas pop que fazem menção à ela, como a recente Lust in the Movies, da boa banda inglesa The Long Blondes. Mas as melhores mesmo são aquelas de seus contemporâneos, das pessoas que conviveram com Edie, como Bob Dylan, que, pensando nela, escreveu Just Like a Woman – uma de minhas músicas favoritas quando cantada pelo Jeff Buckley – e Velvet Underground, que, atendendo a um pedido de Andy Warhol, fez esta delícia de música:
MIMIMIMIMI
Saudade violenta dos Muppets depois de ver um filme de Natal deles, que faz referência ao fantástico A Felicidade Não Se Compra. Pela minha nostalgia e pela alegria dos filhos que posso vir a ter, alguém se habilita? Obrigada.

‘ The premise of this book was simple: ask twenty writers what rock and roll record they would take to a desert island. It’s an old question and a good one; absurd, but irresistible. When I began to call up people I thought would be interested and asked them that question, asked them to contribute, the response was enthusiastic, but in many cases for a reason I hadn’t anticipated. “A great idea,” said one person after another. “I feel like I’ve been living on a desert island for years.”
Trecho da introdução de Greil Marcus
In the dark place

Filme da semana por questões de estado de espírito.
Isto é cinema
Depois de revelar filmes como A Pequena Miss Sunshine, além de diretores hoje conhecidos como Quentin Tarantino, Jim Jarmusch e Paul Thomas Anderson, neste ano, o maior festival de cinema independente dos Estados Unidos chama a nossa atenção para Dead Snow: comédia de horror norueguesa sobre, CRENDEUSPAI, zumbis nazistas das neves!

Menos de arrancar os cabelos de tensão ou de desgosto que esse, também se destacou An Education, um rito de passagem escrito pelo Nick Hornby sobre uma adolescente entediada que se apaixona por uma cara mais velho, apaixonado pelas coisas pelas quais o Nick Hornby também é apaixonado (muita música, arte, vagabundagem iluminada). O filme Adam, com a linda Rose Byrne, também fez sucesso e foi vendido para a Fox Searchlight, então, é mais um que veremos em breve.
Mas, para quem gostou mesmo da trama de Dead Snow, o curta Treevenge exibido na mesma sessão parece ter feito com ele um belo combo. Pois é, árvores de Natal que matam criancinhas e, pelo que li, também estupram.
Às vezes, o Sundance Festival me faz querer cantar…
Atrasada, como sempre…
Não perdi a posse de Obama. Acompanhei do começo ao fim pela BBC. Fora os comentários espirituosos dos ingleses (coisas como “George W. Bush e Barack Obama apareceram e há muita comemoração. Não sabemos se é para Obama ou se é porque Bush está deixando a presidência”), o evento foi daqueles de fazer arrepiar, pois é difícil ver tantos rostinhos felizes por um motivo tão relevante.
Bonito ver a esperança de quase todo o mundo, de alguma forma, extravasar assim num dia.