Archive for Fevereiro 2009
“I’m Sarah Palin and I approve this message” ou Música do dia… Novamente
Alguém caiu no blog ao procurar Mother of Pearl, da Nellie Mckay, música que, durante muitos dias, ouvi sem parar, me divertindo toda vez. Deu saudade e, com o egocentrismo que desconfio ser o fim de todo blogueiro, resolvi ver o vídeo no meu próprio blog.
Foi assim que descobri que ele não estava mais ativo e que, ao procurar outro, achei esta nova excelente e atualizada versão.
Notícias do meu amor

Grace/Wastelands, o álbum de Pete Doherty, só será lançado dia 16 deste mês, mas sua investida solitária já lhe rende bons frutos: o ex-Libertine, atual Babyshambles e simplesmente Pete Doherty ganhou o prêmio da revista inglesa NME de melhor artista solo.
Em entrevista concedida à revista (vídeo), Doherty afirmou que Libertines, a banda que mudou o cenário musical atual e o consagrou (este blog é fã e não considera que sua fama veio por causa da Kate Moss), vai voltar. Ele vai quebrar a resistência de seu ex-companheiro de banda Carl Barat, que, recentemente, falou em ser ator.
Primeira música de trabalho de Grace/Wastelands é Last of The English Roses. Mesmo sendo velha de guerra, a música ficou como nova na parceria entre Doherty e Graham Coxon, do Blur, só lembrando Libertines e Babyshambles, pois não há letrista como Pete tampouco voz igual a dele, que, no refrão, tem aquela afetação deliciosa que, hoje, lembra ele mesmo, especialmente em demos antigas como Breck Road Lover e You’re My Waterloo.
4…
Aumente o volume
Há duas maneiras de responder quando se é convidado para fazer alguma coisa com os amigos num dia de compromisso inadiável. Uma delas é dizer sem pudor o inevitável “merda” que fica entalado na garganta quando o que você tem que fazer é ver mais um recém-nascido de uma prima da qual você nunca gostou ou, considerando a melhor hipótese, desejar com a genoridade das pessoas felizes que o passeio que calhou de acontecer no mesmo dia da sua viagem para Londres seja bacana. A outra maneira é pedir para que as pessoas mudem a data do evento para que você possa estar nele, pois, como Deus, você não admite não estar presente em todos os lugares.
Por serem como nós, mas sob uma lente, coloco as celebridades que atuam, cantam, dançam e desfilam quando podem no irritante grupo que é o segundo. Não basta ir às premiações de cinema, tem que ir às de música e às semanas de moda, participar de todas as patotinhas bacanas em voga. Costuma ser um grande erro. O exibicionismo exagerado tem o efeito de um relacionamento que
começou com uma paixão arrebatadora e, com a convivência, caiu no tudo-em-você-me-incomoda.
Foi, portanto, uma surpresa que um dos melhores CDs do ano passado tenha vindo de uma atriz. Divertida, inteligente, penchant por papéis de garotas malucas e com um quê que varia de bonequinha à pin-up, Zooey Deschanel se juntou ao talentoso músico M. Ward na dupla She & Him. Volume One, o primeiro CD dos dois, tem músicas escritas por Zooey com arranjos feitos por Ward, além de dois covers e uma parceria com o ator Jason Schwartzman, de Viagem a Darjeeling. Pop nostálgico com pitadas de country e folk.
Arrependida como estou por não ter tido paciência e ter comprado Lily Allen neste final de mês (não tem She & Him na FNAC), convido vocês para uma contagem regressiva até o dia da compra.
Extended network
Ana me apresentou Liniers, que me apresentou Emily Flake.



No currículo da moça, excelentes e espirituosas ilustrações para revistas como a americana The New Yorker, e a tirinha Lulu Eightball, que que você acabou ou não de ler.
Noite dessas
E então ele me abraçou. Nada daquelas coisas sobre se sentir protegida, o que eu pensei foi: “Da próxima vez, espero que estejamos sem roupa.”

(a foto Soap é do muito talentoso Mario Testino)
Por Douglas Adams?
“What to do if you find yourself stuck in a crack in the ground underneath a giant boulder you can’t move, with no hope of rescue. Consider how lucky you are that life has been good to you so far. Alternatively, if life hasn’t been good to you so far, which given your current circumstances seems more likely, consider how lucky you are that it won’t be troubling you much longer.”
- Douglas Adams

Conheça a verdadeira história desse incrível pôster motivacional impresso na véspera da Segunda Guerra no site da BBC. Para comprar camisetas, canecas, bolsas, moletons ou o próprio pôster, lojinha KEEP CALM AND CARRY ON.
[via don't touch my moleskine]
Fly like paper

Fazer com que fãs de rock ouçam músicas com elementos do rap e da música eletrônica é tarefa para poucos. Mike Skinner, da banda de um homem só The Streets, conseguiu isso com o som inovador de seu álbum conceitual A Grand Don’t Come For Free, e, agora, com a já não tão nova música Paper Planes na trilha sonora do novo filme de Danny Boyle , chega a hora e a vez da anglo-cingalesa M.I.A.
Para quem não se lembra dela, M.I.A. é a moça que, em 2005, chamou atenção dos brasileiros com seu single Bucky Done Gun, feita com um sample de Injeção, da funkeira Dayse Tigrona. Apaixonada pelo funk carioca, quando veio ao Brasil no mesmo ano para um festival de música, a inglesa declarou em entrevistas que o estilo, único e característico do país, deveria ser mais valorizado em detrimento da americanização de nossa música.
Embora seu álbum de estréia Arular tenha sido bem aceito pela crítica, coisa que não se tem notícia de que já tenha acontecido com o funk carioca, a moça não passou pelo crivo dos adolescentes de all-star, chegando a ser vaiada no Anhembi, em São Paulo, onde tocou com Kings of Leon, Arcade Fire e Strokes. Agora, no entanto, sua escolha é mais ortodoxa, se é que essa palavra e M.I.A. cabem na mesma sentença. Sobre um sample de Straight to Hell, do The Clash, ela canta uma das músicas mais fortes das paradas recentes sem força, sem agressividade, mas quase com aquela preguiça gostosa de quem acabou de acordar sem preocupações numa tarde de clima agradável. Um coral de doces vozes femininas embalam um refrão cujo ritmo e significado são dados pelo som das armas de fogo e por uma caixa registradora e, num momento de diversão dolorosa à la Cidade de Deus, com o qual tanto se têm comparado Quem Quer Ser Um Milionário?, de Danny Boyle, essas mesmas vozes acompanham M.I.A. quando, com muita graça, ela canta “Alguns eu mato, alguns eu deixo ir”.
Curiosidades:
Quando veio ao Brasil, Diplo, então namorado de M.I.A., disse numa entrevista para a MTV que achava o funk carioca incrível, uma mistura de Miami Beat com o vocal do punk. E você dizendo “Isso não é música!” toda vez que se deparava com o Bonde do Tigrão na TV aberta…
Eu falei com a Maya, gente! Estava na primeira fileira do Anhembi para ver o show dos Strokes, logo, vi também a apresentação daquela que é assunto deste post. Assim que ela terminou, desceu e ficou morimbunda e esquecida no espaço entre o palco e o público até que eu e mais uma amiga começamos a cantar Bucky Done Gun. Simpática que só, beijinhos à distância mandou-os para o inferno e não para nós, saiu correndo em nossa direção. Nada muito especial, pois ela logo nos foi roubada por um grupo de amigos ao nosso lado que aderiu à causa com muito mais vigor e logo começou a pular e a declarar palavras de amor eterno.
M.I.A. está concorrendo ao Oscar com a música O… Saya. Pelo que a moça costuma vestir, que, aliás, são criações dela, é para competir com o traje de cisne da Björk na ousadia e no talento para fazer do mundo um lugar muito mais divertido de se viver. Björk merece respeito: divulgou seu álbum Vespertine, riu de si mesma, da pompa do Oscar e, ainda assim, continuou graciosa, linda e menos parecida com uma ave que a Christina Aguilera.

Vídeo fofura
A noite dos vivos
Esperei ansiosamente pela chance de reviver um pouco de minha infância amedrontada, com zumbis, Jason, Freddy Krueger e toda essa gente no Noitão do HSBC desta sexta-feira 13.
Como diria o meu pai, montei no porco: segundo explicaram no site, o público desse evento mensal é eclético e, enquanto alguns esperam que um Noitão numa sexta-feira 13 passe filmes inspirados na data, “há uma segunda metade que quer distância de filmes horripilantes e torce para que o Noitão não se deixe levar pelo lugar comum”.
Agora, a propaganda dos sucos FruThos tem ou não tem razão? O mundo está ficando muito chato, mas, para a sorte dos que não se levam tão à sério, Liniers ainda é legal.
Boa noite de filmes de terror para os que vão fazer o próprio Noitão!