Na espera

Faz um tempo, ganhei uma Diana Mini. Amei, mas não lembrava de a fotografia analógica pesar tanto no bolso. Provavelmente porque costumava pesar no do meu pai e não no meu, e como não tinha essa história de câmera digital, também não tinha como comparar. Era o que era e todo mundo estava ok com isso. Então, nos últimos dias decidi encarar as fotos com a Diana Mini da mesma forma como encaro os livros que chamam minha atenção. Não tenho dinheiro, mas compro mesmo assim porque me faz bem. Procuro descontos, parcelo 20 reais em 3 vezes. Enfim, dou um jeito.

No caso das fotos, dar um jeito passou a incluir tentativas de ganhar piggies, que são uma espécie de moedas de desconto na loja da Lomography. Passei vários dias traduzindo textos até a madrugada, mas, passada a euforia inicial, confesso que a “competição” tem se mostrado selvagem demais para alguém com o meu temperamento, e a recompensa, um tanto lenta para meu nível de ansiedade. Enquanto ela não vem, o que tem sido legal é meu interesse renovado no assunto. Estou lendo um livro de fotografia escrito em 1981 e tenho fuçado bastante na internet.

Um blog interessante que encontrei foi o 500 Photographers, by Pieter Wisse, com uma seleção muito boa de fotógrafos contemporâneos, em especial fotojornalistas e fotodocumentaristas.

Da série Nothing to hold on to, sobre as pessoas que se penduram nos trêns em Bangladesh por falta de dinheiro para pagar a passagem. De GMB Akash.

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