Fora do circuito

Outubro 16, 2011 § Deixe um comentário


Ver a foto da Elle Fanning no último post me fez lembrar que…

Super 8 (2011), de J.J. Abrams, entrega o que promete e é, como muitos já disseram, uma mistura de Conta Comigo (1986), E.T. – O extraterrestre (1982) e Os Goonies (1985). O que também quer dizer que, como os filmes dos anos 80, Super 8 é ingênuo, divertido e nostálgico. Nada da pretensão e caretice de filmes como A Origem (2010), do Christopher Nolan. Claro, é cheio de explosões barulhentas, efeitos especiais e coisas sem sentido, mas, se você consegue lidar com o cinema hollywoodiano e ficar em paz com sua consciência, recomendo.

Já…

Somewhere (2010), da Sofia Coppola, foi a maior decepção cinematográfica que tive nos últimos tempos. Eu custei a acreditar, mas, no fim, os críticos tinham razão: está na hora de Sofia preencher o seu vazio, pois, ao que parece, dele já não se tira mais nada. Pouco inspirado, o filme funciona como um remake de Encontros e Desencontros (2003), repetindo de maneira menos eficaz diversas cenas do original. Aliás, o vazio de Stephen Dorff parece mais apatia adolescente, e nunca chega a alcançar a empatia que o vazio trágico de Bill Murray consegue arrancar. Elle Fanning, por outro lado, é graciosa e cheia de vida. É um alívio toda vez que entra em cena.

E, por falar em repetição de temas…

Biutiful (2010), do Alejandro González Iñarritu também foi como um dejà-vu, tratando mais uma vez da incomunicabilidade. O novo filme, porém, é mais pesado que 21 Gramas (2003) e Babel (2006). E bem mais sujo. Fernando Meirelles, que afirmou ter controlado a quantidade de dejetos em Ensaio sobre a cegueira (2008) para que as pessoas não ficassem com nojo de olhar para a tela, deve ter ficado com inveja. Nem parece a mesma cidade em que se passa Vicky Cristina Barcelona (2008).

Em tempo…

Tudo pode dar certo (2009), do Woody Allen, é desses filmes que fazem o público sair do cinema com aquela sensação de bem-estar, apesar do alerta de Boris Yellnikoff (Larry David) para o contrário. Além disso, foi curioso ver Larry David ser o Larry David de Curb Your Enthusiasm num filme de Woody Allen.

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