Silencio, no hay banda

Maio 1, 2012 § 5 comentários

Até o momento, o saldo do feriado foi ver Justin Bieber: Never Say Never pela segunda vez. Registro aqui minha lembrança às mães daqueles que fazem a programação da TV a cabo. Não posso negar, porém, que, pela segunda vez, o filme me prendeu pela forma, apesar do conteúdo. É impressionante constatar como o cinema americano é capaz de transformar a vida de um garoto canadense de classe média que fechou contrato com uma gravadora aos 13 anos em uma estrada tortuosa repleta de nãos.

Imaginem vocês que alguns dos representantes mais cruéis deste mundo cão chegaram a sugerir que ele tentasse a sorte na Disney, caminho trilhado por sua atual namorada, Selena Gomez, que hoje amarga uma posição no ranking das jovens celebridades mais ricas do mundo. E como o trágico não vem a conta-gotas, no documentário, Justin ainda se vê às voltas com um cansaço nas cordas vocais dias antes de uma formidável apresentação de lip sync. No final apoteótico, em um aceno às apresentações da rainha Xuxa, ele surge no palco em uma esfera metálica vazada e grita: “Nunca diga nunca!”.

É de tirar o fôlego… principalemente para quem um dia foi louca pelos Backstreet Boys e sente essa vergonha mais própria que alheia ao assistir a gritaria de garotas insandecidas. Acho que um dia elas passarão por isso também. Quando estiverem mais velhas e se derem ao hábito de calcular seus gostos por coisas ditas “verdadeiras”, serão revisitadas pelas lembranças de quando tinham sentimentos verdadeiros por presepadas calculadas.

 

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§ 5 Responses to Silencio, no hay banda

  • Ana diz:

    Fica a dica: previsão de show gratuito deste pobre sofredor, aqui na Cidade Maravilhosa. Bora curtirmos todas juntas?

  • Ana diz:

    Em tempo, adorei o novo fundo do site,

  • Glaucia Almeida diz:

    Acho muito interessante como essa molecadinha está sempre com o conflito de “eu só quero ser uma criança normal”, por favor, se eles quisessem ser normais não colocavam seus vídeos no youtube, também desistiriam depois que a mamãe os forçassem a ir a uma audição para um programa no DisneyChanel. É ridículo, minha vida é bem normal e eu bem que gostaria que não fosse, depois essas pessoas entram em período sabático, somem da mídia e meses mais tarde eles aparecem fazendo qualquer coisa chocante para a idade delas só para voltarem ao estrelato porque enjoaram da vida “normal”. Talvez quem sabe um dia eu possa também ligar e desligar o nível de anormalidade na minha vida, liga estou fazendo shows na Europa, desliga estou gastando rios de dinheiro na Europa, bem normal.

    • Acho que o problema é a “celebridade”. Ninguém decidiu ainda se isso é ou não profissão e o que devemos esperar e exigir dela. Atores e músicos? Sim, mas nunca soube de algum ator de teatro que tenha alugado o Madison Square Garden para passar o dia dos namorados, ou que tenha ganhado dinheiro com publicidade.
      Eles reclamam da perseguição dos paparazzi, das perguntas indiscretas, da pressão dos fãs… ou seja, da função de celebridade, mas não adianta, esse é o segundo emprego deles e, convenhamos, o que dá dinheiro. Ossos do ofício.

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